terça-feira, 31 de dezembro de 2013

POETRIX VIRA POESIA - C'EST FINI




Não lembramos
Nem do último pecado
Vazio ao quadrado!


Quedo surpreendido
De fato ainda duvido
Do que você me falou
Ao ouvido
Uma coisa comprida
História inadvertida
Outra vida – nossa vida
Não entendi – digo aqui
Não entendi
Ficou vazio – C´est fini

domingo, 29 de dezembro de 2013

POETRIX VIRA POESIA - SONHO DA RAINHA


Se no coração doeu
Nos olhos ardeu
Valeu


Ardia no coração
A doce paixão
Sonho da rainha do Butão
Ardia no coração

Dos teus olhos – de rainha
A angústia advinha
A mais pura erva-daninha
Dos teus olhos – de rainha

Amar era o que valia
No coração doía
No olhar se deduzia
Amar era o que valia

sábado, 28 de dezembro de 2013

Menor bom é menor preso?

http://www.cartacapital.com.br/revista/765/menor-bom-e-menor-preso-436.html

“No mundo todo, há uma predisposição da opinião pública a acreditar que a violência só vai reduzir com mais repressão, mais prisões e penas mais duras. E não há uma defesa enfática do argumento contrário. Com a espetacularização dos crimes cometidos por menores na televisão, quem se dispõe a dizer abertamente que a prisão para os adolescentes não é justa?”

POETRIX VIRA POESIA - OLHAR TRIGUEIRO



1.
“A vida
Aproxima
Mas não garante!”


Vida não garante
Vamos adiante
Sobra o tempo inteiro
Para outro janeiro
Para outro desespero

Vida não garante
Vamos adiante
Sobra o sonho inteiro
Para o olhar trigueiro
Para outro destempero

A vida não garante
Vamos adiante
Sobra o prazer inteiro
Para o abraço derradeiro
Para outro exagero

(uma amiga deu a ideia de "transformar" poetrix em poesia - talvez seja impossível - mas o exercício tem sido interessante) 

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

POESIA!



A poesia
Não tem memória
Nem amnésia
Poesia é instante

O verso não começa
Muito menos acaba
Verso é detalhe
A palavra não basta
A poesia é vasta

Poesia é o poeta
Mais ainda, é nada
Ideia pós-nexo
Ínfimo reflexo
Da razão (des)cansada


quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Uruguai, na contramão dos vizinhos, quer ser modelo



http://www.cartacapital.com.br/internacional/ao-legalizar-maconha-uruguai-vai-na-contramao-dos-vizinhos-e-quer-ser-modelo-8013.html/view

..."As várias décadas de combate às drogas consumiram bilhões de dólares, mataram milhares de pessoas, abriram feridas nas sociedades e o resultado foi o crescimento do consumo e do poder dos cartéis", diz o cientista político Ricardo Sennes, da PUC-SP."Alguns países levaram a discussão a patamares avançados e estão ousando mudar as suas estratégias. O Uruguai está entre esses países que estão assumindo o risco, inclusive, de serem os únicos da região com essa política", acrescenta.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

....a Constituição não pode ser fatiada....



http://blog-sem-juizo.blogspot.com.br/
Juízes prestam contas à sociedade quando cumprem a Constituição, não quando a ignoram, ainda que para atender clamores populares. Isto porque a Constituição existe fundamentalmente para nos proteger, ainda que muitas vezes de nós mesmos.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

O machismo sutil de quem nos cultua



http://outraspalavras.net/destaques/o-machismo-sutil-de-quem-nos-cultua/

"...A filoginia é em geral machista, mesmo que o machismo não seja sempre filógino. Eu diria que este é apenas um dos tipos de machismo que podemos identificar numa sociedade como a nossa: o machismo filógino." MARÍLIA MOSCHKOVICH

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Projeto de rotas escolares



http://envolverde.com.br/educacao/projeto-de-rotas-escolares-humaniza-ruas-da-espanha/

...Tendo como pontapé inicial a resolução dos congestionamentos, o projeto de criação de caminhos escolares teve como principal objetivo fomentar a ida à escola dos estudantes à pé. Foi assim que esse centro esportivo localizado na pequena cidade de Godella, pertencente à área metropolitana de Valência, na Espanha, resolveu criar o projetoCien Pies, no ano passado. O mais interessante, no entanto, é que a iniciativa vai muito mais além da questão do trânsito. Ela surge com uma série de outros propósitos, todos caminhando numa direção que busca a melhoria das relações sociais da população com a humanização das ruas, das vias e de toda a comunidade.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

SOLIDÃO!




Solidão
Aproveita a poesia
E se acomoda

Para compreender o “Decrescimento”


http://outraspalavras.net/capa/para-compreender-o-decrescimento-sem-preconceitos/

Há, no decrescimento, uma defesa explícita pelo aumento das atividades econômicas que fortalecem a saúde humana e a diminuição das que intoxicam a sociedade. Defende as atividades que causam impactos menos acentuados e a diminuição das que degradam o ambiente de modo acelerado. Defende ainda o aumento das que fortalecem a autonomia das pessoas, estreitam seus laços e distribuem renda e a diminuição das que alienam, fragilizam as relações sociais e geram exclusão. 

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Maconha: Colorado, muito obrigado pelo exemplo



http://www.cartacapital.com.br/sociedade/maconha-colorado-muito-obrigado-pelo-exemplo-9846.html
"Não é todo dia que a gente se sente no futuro. Nem é todo dia que fica tão claro que o futuro pode ser tão melhor do que o presente. Foi na periferia de Denver, no estado do Colorado, nos EUA. Uma fábrica de 300 funcionários envolvida em processo de produção absolutamente lícita que, no Brasil existe, mas não gera empregos, gera cadáveres."

sábado, 26 de outubro de 2013

A infância roubada na publicidade da Couro Fino

O problema não é a brincadeira, mas o estímulo a um comportamento que suspende desde cedo o interesse da criança em ser apenas criança. Ações do gênero não podem mais ser somente interpretadas como brincadeira, porque ultrapassam esse limite. Falam de um comportamento que extrapola a fantasia e que interfere diretamente na formação de nossas crianças. Cada vez mais cedo e com mais frequência, meninos e meninas revelam um processo acelerado do que ficou chamado de adultização. Quando os pequenos passam a se preocupar mais com a aparência do que com as brincadeiras, o universo infantil já não tem mais espaço. E uma infância mal vivida desencadeia uma série de problemas quando essa criança, enfim, se torna uma pessoa adulta.

http://www.cartacapital.com.br/blogs/intervozes/a-infancia-roubada-na-publicidade-da-couro-fino-3144.html/view

Meu mar!




Achei o rumo
Perdi o leme
Meu mar se espreme

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Educar para o trabalho ou para o convívio?


Uma das principais críticas que Ana Thomaz faz à escola é a constituição de corpos impotentes. Crianças que vão perdendo a vitalidade e a alegria, sentadas em classes escolares que não despertam sua criatividade. “Um corpo desequilibrado, descoordenado, impotente, cria uma cultura desequilibrada, descoordenada e impotente. Enquanto não reorganizarmos nossa condição biológica, enquanto não colarmos nossa existência à sua força criadora, todas as mudanças em nossa cultura serão só a melhora do que está ruim, e continuaremos a nos destruir, a perder a grande possibilidade da vida plena e potente.”


sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Mapa da desigualdade em 2013: 0,7% da população detém 41% da riqueza mundial



http://www.brasildefato.com.br/node/26343

"Em valor acumulado, a riqueza mundial atingiu em 2013 o recorde de todos os tempos: US$ 241 trilhões. Se este número fosse dividido proporcionalmente pela população mundial, a média da riqueza seria de US$ 51.600 por pessoa. No entanto, não é o que acontece."

domingo, 13 de outubro de 2013

Uma dor!


Eu, eu mesmo
Tinha um amor
Que não era meu
Ou não era eu
Que adaptei
Que acostumei
E ficou relativo
O breve amor
Virou uma dor
Eu, eu mesmo
Não tinha amor
Tinha uma dor

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Mesada de criança não ensina nada que presta - não seja mais um pai errado!



http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2013-10-11/mesada-de-crianca-nao-ensina-nada-que-presta---nao-seja-um-mais-um-pai-errado.html

"Uma sociedade em que um pai é um patrãozinho que dá mesada para os filhos, e os pune com cancelamento de dinheiro por conta de supostas ou reais faltas, tem tudo para se transformar numa grande merda. A merda em que o dinheiro e a justiça não têm mais paradeiro, ultrapassando a soleira da porta e arrebentando com tudo que se pode entender como sendo a família. Perde-se aí o aprendizado do afeto, da confiança, do amor. Tudo o que hoje nos faz nos consideramos melhores que os brutos, ou seja, o que nos faz nos orgulhar de dizermos “somos humanos”.

Outro Dia da Criança é possível



As crianças de hoje diferem das de outros tempos – principalmente pelo lugar de destaque que ocupam na engrenagem da sociedade de consumo. Recebem status de consumidoras no mercado, antes mesmo de estarem aptas ao exercício pleno de sua cidadania. São diariamente bombardeadas, em todos os espaços de convivência, por mensagens publicitárias abusivas que vendem a falsa ideia da realização de sonhos, felicidade e inclusão social pela posse de mercadorias. Mas as crianças são seres em desenvolvimento psíquico, afetivo e cognitivo, e até mais ou menos os doze anos não têm capacidade crítica e abstração de pensamento formadas para retrabalhar essas mensagens persuasivas.

O som da vida!





Silêncio não esgota
– Numa nota
O som da vida brota

sábado, 5 de outubro de 2013

....25 anos de uma Constituição que nunca tivemos igual....

















http://blog-sem-juizo.blogspot.com.br/2013/10/25-anos-de-uma-constituicao-que-nunca.html#links


"Mas vinte e cinco anos e várias PECs depois, é certo que ainda estamos aquém do texto que os constituintes nos deixaram.
O estado laico, cujo histórico a antecede, permanece como uma promessa não cumprida, diante de um volume intenso de influência religiosa na política.
O poder popular não passa de uma miragem –plebiscitos, referendos, iniciativas cidadãs continuam sufocados pela representação parlamentar que privilegia grupos econômicos em detrimento dos mais vulneráveis.
A moralidade administrativa tateia como o caminho de uma proclamação tardia da República." Marcelo Semer - Juiz de Direito

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Anêmico!




Escapo
Pela poesia
Dessa anemia.


A frustração no capitalismo do desejo



http://www.cartacapital.com.br/blogs/outras-palavras/201cprecariado201d-a-frustracao-no-capitalismo-do-desejo-7852.html

“Somos todos precários”, afirma Guy Standing ao final de seu estudo sobre essa nova realidade do trabalho, nascida do cruzamento do “proletariado” com o “precário”. Vivemos em um capitalismo do desejo, da informação, das marcas, do projeto, do dinheiro e das finanças virtuais. Neste capitalismo de projeto, o precariado é aquela pessoa aturdida, que gastou suas economias em um perfume propagandeado, mas que não obteve o sucesso social. Ao contrário do excluído tradicional, ele é convidado para a festa – mas batem-lhe a porta à cara. A condição essencial do precariado é a frustração. Ela pode transfornar-se em vontade política de mudança? Não é fácil. Hoje, o precariado opta mais pela teatralidade das protestos mais numerosos que as manifestações tradicionais esquerda ou direita – mas capazes, no máximo, de constranger o Estado, não de transformá-lo."

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Do medo de amar e suas origens



http://outraspalavras.net/posts/do-medo-de-amar-e-suas-origens/

"...Talvez seja muito difícil para nós voltarmos no tempo e sentir o frescor daquele amor que tínhamos com nossos pais. Para a criança, os pais são tudo. O problema é na vida adulta tentarmos fazer do outro tudo para nós. Caímos num amor regredido. O que sentimos é um anseio por amar, o que não é o mesmo que a capacidade de amar. E quando encontramos uma pessoa que corresponde a esse anseio, ficamos obcecados por ela."

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Consciência!

Fosse tanajura
Carregaria a bunda
Não a consciência


De Patologias e Ficções



http://outraspalavras.net/destaques/de-patologias-e-ficcoes/

"Vivemos um cenário no qual, ao mesmo tempo em que doenças reais estão sendo soterradas por uma enxurrada de distúrbios inventados, eventos que fazem parte da vida e características individuais ou de grupos (etários, de gênero, de orientação sexual) se tornam patologias.
Infância, menstruação, gravidez, parto, menopausa, timidez, luto, gula, masculinidade, feminilidade, impotência, sobrepeso, tristeza, criatividade, expressividade, alegria, rebeldia, questionamento de autoridade. Nesse crescente fenômeno de patologização da vida, as doenças estão se tornando ficções lucrativas nas mãos da indústria médica e farmacêutica e armas convenientes para garantir o controle social e a subordinação às injustiças e desigualdades."

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

LIBELU E O MOVIMENTO ESTUDANTIL

http://socialistamorena.cartacapital.com.br/qual-era-a-onda-da-libelu/

"O nome é simpático. Lembra o apelido carinhoso de uma moça, a palavra amor em alemão, a corruptela de “libelo”, um poema concreto. Liberdade e Luta: Libelu. A corrente de inspiração trotskista seduziria centenas de jovens em meados da década de 1970, quando o movimento estudantil começava a renascer no Brasil, ainda durante a ditadura militar." Cynara Menezes

O artigo da Cynara Menezes, no blog SOCIALISTA MORENA, embora foque numa corrente do movimento estudantil do período da ditadura militar - Liberdade e Luta ou "Libelu", provocou muitas lembranças...
Em 1982 entrei na faculdade de direito de Passo Fundo, ainda sob o regime militar, quase de imediato me envolvi na militância estudantil - era um ano eleitoral - eleições para governador depois de tanto tempo...
Na faculdade de direito havia a hegemonia de um grupo de direita, que dominava o diretório acadêmico, com o apoio da direção do curso e da reitoria... Lembro de estudantes de esquerda veteranos contarem que no anterior, 1981, fizeram uma eleição para o DA, com a urna no porta-mala de um carro, pois as eleições haviam sido proibidas...
Embora já houvesse todo um processo de redemocratização do país, especialmente com a volta dos anistiados, no dia a dia, na faculdade, no diretório acadêmico, a repressão, a falta de liberdade, ainda era uma realidade...
Em Passo Fundo, das correntes de esquerda do movimento estudantil que lembro, recordo do pessoal do PCdoB (stalinistas), acho que era Viração o nome que usavam. A Resistência, ou Caminhando, de orientação leninista e que, em Passo Fundo, tinha uma militância muito qualificada (estudos, seminários, debates sobre tudo, da conjuntura internacional à passagem de ônibus da Cidade). Também haviam os trotskistas, não sei se exatamente com a Libelu, da qual recordo poucos militantes, mas havia o Alicerce (Convergência Socialista). Lembro também do MR8 e de alguns Anarquistas...
Quanto as festas, aconteciam em todas as correntes, e como diz o texto, eram nas casas, nas repúblicas, mas também tinha os bares - inclusive com clientelas distintas, ou seja, determinados bares eram frequentados por determinadas correntes (claro que isso não era tão rígido, mas havia), onde as discussões eram intermináveis...
Um dia desses li uma frase - não lembro onde e nem quem escreveu, mas foi um militante dos anos 1970, que certamente passou mais dificuldades que a militância do começo dos anos 80 em Passo Fundo -, com a qual, relativizando, concordo: "era difícil mas foi um tempo muito bom"... 
Fiquei pensando quando li e uma das coisas, penso, é que tínhamos perspectivas, desejos, sonhos de uma sociedade melhor, socialista, justa - mas parece que os anos 1990 estragaram quase tudo, esquecemos quase tudo...
    
É a primeira vez que escrevo no blog, mas o texto da Cynara e os depoimentos de algumas pessoas, que constam do texto, fizeram com que recordasse de tanta coisa, que ficou impossível não colocar um pouco aqui e lembrar aqueles anos intensos e inesquecíveis...

Carlos Vilarinho

sábado, 21 de setembro de 2013

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Clandestinas

http://envolverde.com.br/saude/clandestinas/

"A cada dois dias, uma brasileira (pobre) morre por aborto inseguro, um problema de saúde pública ligado à criminalização da interrupção da gravidez e à violação dos direitos da mulher."

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Das máquinas de consolo


http://outraspalavras.net/destaques/mulher-maquina-de-consolo/

"O cuidado, o carinho, a carícia poderiam ser tratados como elemento fundamental da sociedade. Os trabalhos voltados para o cuidado deveriam ser os mais valorizados; mas ao contrário disso o que vemos é um consolo químico, farmacêutico, cada vez mais atrelado ao processo industrial, que se afasta radicalmente do chazinho carinhoso das mãos prontas para acarinhar. O carinho perde para o ansiolítico, o consolo é um comprimido, o cuidado se compra nas salas de massagem. E no casal hétero-normal, é ela que tá lá, bunda estreita na cadeira, lhe dando a carícia." - Fabiane M. Borges