sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Consciência!

Fosse tanajura
Carregaria a bunda
Não a consciência


De Patologias e Ficções



http://outraspalavras.net/destaques/de-patologias-e-ficcoes/

"Vivemos um cenário no qual, ao mesmo tempo em que doenças reais estão sendo soterradas por uma enxurrada de distúrbios inventados, eventos que fazem parte da vida e características individuais ou de grupos (etários, de gênero, de orientação sexual) se tornam patologias.
Infância, menstruação, gravidez, parto, menopausa, timidez, luto, gula, masculinidade, feminilidade, impotência, sobrepeso, tristeza, criatividade, expressividade, alegria, rebeldia, questionamento de autoridade. Nesse crescente fenômeno de patologização da vida, as doenças estão se tornando ficções lucrativas nas mãos da indústria médica e farmacêutica e armas convenientes para garantir o controle social e a subordinação às injustiças e desigualdades."

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

LIBELU E O MOVIMENTO ESTUDANTIL

http://socialistamorena.cartacapital.com.br/qual-era-a-onda-da-libelu/

"O nome é simpático. Lembra o apelido carinhoso de uma moça, a palavra amor em alemão, a corruptela de “libelo”, um poema concreto. Liberdade e Luta: Libelu. A corrente de inspiração trotskista seduziria centenas de jovens em meados da década de 1970, quando o movimento estudantil começava a renascer no Brasil, ainda durante a ditadura militar." Cynara Menezes

O artigo da Cynara Menezes, no blog SOCIALISTA MORENA, embora foque numa corrente do movimento estudantil do período da ditadura militar - Liberdade e Luta ou "Libelu", provocou muitas lembranças...
Em 1982 entrei na faculdade de direito de Passo Fundo, ainda sob o regime militar, quase de imediato me envolvi na militância estudantil - era um ano eleitoral - eleições para governador depois de tanto tempo...
Na faculdade de direito havia a hegemonia de um grupo de direita, que dominava o diretório acadêmico, com o apoio da direção do curso e da reitoria... Lembro de estudantes de esquerda veteranos contarem que no anterior, 1981, fizeram uma eleição para o DA, com a urna no porta-mala de um carro, pois as eleições haviam sido proibidas...
Embora já houvesse todo um processo de redemocratização do país, especialmente com a volta dos anistiados, no dia a dia, na faculdade, no diretório acadêmico, a repressão, a falta de liberdade, ainda era uma realidade...
Em Passo Fundo, das correntes de esquerda do movimento estudantil que lembro, recordo do pessoal do PCdoB (stalinistas), acho que era Viração o nome que usavam. A Resistência, ou Caminhando, de orientação leninista e que, em Passo Fundo, tinha uma militância muito qualificada (estudos, seminários, debates sobre tudo, da conjuntura internacional à passagem de ônibus da Cidade). Também haviam os trotskistas, não sei se exatamente com a Libelu, da qual recordo poucos militantes, mas havia o Alicerce (Convergência Socialista). Lembro também do MR8 e de alguns Anarquistas...
Quanto as festas, aconteciam em todas as correntes, e como diz o texto, eram nas casas, nas repúblicas, mas também tinha os bares - inclusive com clientelas distintas, ou seja, determinados bares eram frequentados por determinadas correntes (claro que isso não era tão rígido, mas havia), onde as discussões eram intermináveis...
Um dia desses li uma frase - não lembro onde e nem quem escreveu, mas foi um militante dos anos 1970, que certamente passou mais dificuldades que a militância do começo dos anos 80 em Passo Fundo -, com a qual, relativizando, concordo: "era difícil mas foi um tempo muito bom"... 
Fiquei pensando quando li e uma das coisas, penso, é que tínhamos perspectivas, desejos, sonhos de uma sociedade melhor, socialista, justa - mas parece que os anos 1990 estragaram quase tudo, esquecemos quase tudo...
    
É a primeira vez que escrevo no blog, mas o texto da Cynara e os depoimentos de algumas pessoas, que constam do texto, fizeram com que recordasse de tanta coisa, que ficou impossível não colocar um pouco aqui e lembrar aqueles anos intensos e inesquecíveis...

Carlos Vilarinho

sábado, 21 de setembro de 2013

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Clandestinas

http://envolverde.com.br/saude/clandestinas/

"A cada dois dias, uma brasileira (pobre) morre por aborto inseguro, um problema de saúde pública ligado à criminalização da interrupção da gravidez e à violação dos direitos da mulher."

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Das máquinas de consolo


http://outraspalavras.net/destaques/mulher-maquina-de-consolo/

"O cuidado, o carinho, a carícia poderiam ser tratados como elemento fundamental da sociedade. Os trabalhos voltados para o cuidado deveriam ser os mais valorizados; mas ao contrário disso o que vemos é um consolo químico, farmacêutico, cada vez mais atrelado ao processo industrial, que se afasta radicalmente do chazinho carinhoso das mãos prontas para acarinhar. O carinho perde para o ansiolítico, o consolo é um comprimido, o cuidado se compra nas salas de massagem. E no casal hétero-normal, é ela que tá lá, bunda estreita na cadeira, lhe dando a carícia." - Fabiane M. Borges

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

As sementes do fascismo, no século 21


http://outraspalavras.net/capa/as-sementes-do-fascismo-no-seculo-21/

“Este é um momento extremamente importante. Esgotado o repertório da hegemonia por meio do consentimento, destaca-se cada vez mais a tendência ao uso rotineiro das características mais repressivas do Estado. Aqui, o pêndulo no exercício da hegemonia inclina-se, de forma decisiva. De um período em que consentimento suplantava a coerção, passa-se a outro em que a coerção volta a ser a forma natural e rotineira de assegurar o consentimento. Esse deslocamento interno do pêndulo da hegemonia – de consentimento para coerção – é uma resposta do Estado à crescente polarização (real e imaginária) das forças de classes. É, exatamente assim, que uma “crise de hegemonia” se expressa… O lento desenvolvimento de um estado de coerção legítimo, o nascimento de uma sociedade de “lei e ordem”… Todo teor da vida social e política é transformado (neste momento). Um novo ambiente ideológico, claramente distinto, é urdido. (Policing the Crisis, pp. 320-321).”

sábado, 14 de setembro de 2013

Em movimento...

Voo
(eu em movimento)
Sou o vento

Sou
Eu ao vento
Lento movimento

Não entendo
Apenas
Sinto

E me sustento!

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

A gente morre todos os dias. Mas se esquece e levanta


http://www.revistabula.com/530-a-gente-morre-todos-os-dias-mas-se-esquece-e-levanta/

"A gente morre de frio e de mentiras. De amor escondido e expurgado pela covardia. De afeto enrijecido e estanque. Da flor não manifesta num discurso que se pretendia doce."

Rebento!

Tempo não se esconde
Hoje é o horizonte
Não se nega, responde

Ainda sou o rebento
Nesse passo mais lento.



segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Por lobby político, Gleise atropela Constituição e Convenção da ONU

http://jornalggn.com.br/noticia/por-lobby-politico-gleise-atropela-constituicao-e-convencao-da-onu#.Ui2T3pE59Jk.twitter

"...O que consta de nossa legislação e que o PNE apenas reproduz é, em síntese: se uma criança com deficiência estiver matriculada na escola comum e receber também apoio especializado de uma APAE ou similar, cada uma recebe o equivalente a uma matricula para fins de Fundeb. Se a escola comum prestar ambos os atendimentos, recebe a verba em dobro. Já as escolas especiais podem receber a verba do ensino especial, e não em dobro, como forma de garantir o direito à inclusão.
Esse movimento gerou uma campanha mentirosa da Federação das Apaes de que a redação do PNE levaria ao fechamento das APAEs.
Não é verdade. O que se pretende com essa campanha da Federação é dobrar a receita das APAEs, ainda que à custa do sacrifício das crianças com deficiência que deixarão de ser incluídas no ensino fundamental regular. "

sábado, 7 de setembro de 2013

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

A atualidade brutal de Hannah Arendt

http://outraspalavras.net/capa/a-atualidade-brutal-de-hannah-arendt/

"...o que deve assustar no totalitarismo, no fanatismo ideológico, não é o torturador doentio, é como pessoas normais são puxadas para dentro de uma dinâmica social patológica, vendo-a como um caminho normal. Na Alemanha da época, 50% dos médicos aderiram ao partido nazista.
O próximo fanatismo político não usará bigode nem bota, nem gritará Heil como os idiotas dos “skinheads”. Usará terno, gravata e multimídia. E seguramente procurará impor o totalitarismo, mas em nome da democracia, ou até dos direitos humanos." Por Ladislau Dowbor

domingo, 1 de setembro de 2013

Esconderijos internos

NO MEU PEITO
EXISTEM ESCONDERIJOS
ONDE A RAZÃO SE REFUGIA

ONDE UM LOUCO
DEDILHA UM VIOLÃO
CRIANDO FRÁGEIS AMARRAS
À REALIDADE

ONDE EU
NUM SILÊNCIO MONOCÓRDIO
TENTO RESPIRAR FUNDO...